Em Porto Velho, com as construções das usinas a população aumentou rapidamente e como conseqüência teve um aquecimento na economia. Este é o momento para as micros e pequenas empresas se desenvolvam. Mas o que se percebe é que estas empresas não têm dado importância a seus clientes. Talvez por acreditarem que “se este não comprar outro compra”, no último dia 13 de agosto em uma loja de informática situada na avenida Costa e Silva, o atendente olhava para os clientes com ar de quem dizia: - Tomara que ele não me dirija à palavra. Sem opção o ciente acaba se dirigindo ao vender que com uma cara de nojo fala: - “e você?” com Esta pergunta nem precisa relatar como foi o atendimento até a concretização da venda.
Será que esta má qualidade no atendimento comercial de Porto Velho é uma característica que está se enraizando em nossa cultura? Ou será que é devido aos grandes ciclos comercias que tem vivida a cidade desde sua formação? Como o ciclo da cassiterita, depois o da borracha, a construção da ferrovia do diabo, em seguida o do ouro e agora o ciclo do PAC (plano de aceleração do crescimento), que mais uma vez trouxe pessoas de toda parte para construir as usinas de Santo Antônia e a de Giral.
Cordialidade, desculpas e Por favor, são palavras que parecem está sendo banida do nosso vocabulário, como prova disto é o trânsito que reflete a qualidade de atendimento que teremos nos estabelecimento, pois as pessoas que estão no volante dos carros, gritando, buzinando e acreditando que a preferência deve ser sua por está atrasado são os mesmos que estão nos hospitais, clinicas e balcões de atendimento nos aguardando para nos dizer “e você?’.
Esta má qualidade de atendimento em Porto velho, quase que generalizada, por um lado pode ser fruto do crescimento desorganizado, mas a qualidade da educação na cidade, sem dúvidas não tem contribuído para mudarmos este quadro. As nossas faculdades produzem conhecimento, mas não acreditam no que produz como exemplo pode citar: A faculdade em Porto Velho na zona leste, onde na área de atendimento, das vezes que estive no local, a reclamação da qualidade do atendimento era geral. Outro exemplo foi na Faculdade no centro de Porto Velho, que também produz conhecimento e seus atendentes parecem não ter Idéia do que é atender as necessidades dos clientes.
Temos que mudar urgentemente nossas atitudes para que nossa cultura não fique associada à falta de educação e má qualidade do atendimento. Para isso não podemos esperar que as organizações façam esta mudança, pois nós somos as organizações.